quarta-feira, 8 de maio de 2013

Está muito caro! Quero um desconto!

Pedir desconto é algo impregnado na cultura do brasileiro. É tão comum quanto tomar café comendo pão com manteiga, ou mesmo devorar um belo prato de arroz com feijão no almoço.

Mas, como sempre, há aqueles que utilizam o pedido de desconto de maneira depreciativa, não se importando com os problemas que isso pode lhe ocasionar.

Prestação de serviços de som e iluminação para eventos sociais é algo que demanda um investimento muito alto. Desde a aquisição dos equipamentos, a manutenção deles, a divulgação dos serviços, tudo tem um custo e todos estes custos precisariam ser repassados para o cliente no valor final, para que a prestação de serviços começasse a valer à pena, afinal, uma empresa abre visando lucro, verdade seja dita!

Mas, nem sempre é assim. Muitos clientes acham que o trabalho do DJ é só "tocar umas músicas", "por um sonzinho na festa" e assim, sucessivamente.

Na minha opinião, quem pensa assim, infelizmente está bem equivocado e merece o "mequetrefe" que contratar (nem vou me dar ao trabalho de chamá-lo de profissional!).

Numa conta básica, para um sistema igualmente básico de som e luz, um profissional investe em torno de R$ 10.000,00 (dez mil reais). Assim, temos um cálculo que deveria ser aplicado no mercado (já explico o motivo de normalmente não ser utilizado):

- cachê do DJ por 5hs de evento (descontado o tempo de montagem e desmontagem dos equipamentos): R$ 300
- locação do sistema de som e luz: via de regra, para que haja um lucro para o profissional, ainda que pequeno, utiliza-se cobrar 10% do valor investido nos equipamentos de som e iluminação, ou seja, baseado no exemplo indicado acima, R$ 1.000,00
- deslocamento: R$ 50 (a gasolina e o álcool encontram-se pela hora da morte!).
- estacionamento: R$ 30 (não vou contabilizar aqui os valores de seguro do veículo, para o caso de ter que deixá-lo na rua, por mais que devesse, para que a conta "feche"!)
- alimentação do DJ e 01 auxiliar de montagem e operação dos equipamentos (sim, pois 99% dos buffets simplesmente IGNORAM que o DJ precisa comer e beber, por mais que isso esteja incluído no valor pago pelo cliente!): R$ 50

Pra não falar em custos de se manter uma empresa aberta, telefone, internet para responder e-mails, divulgação em sites especializados, etc., etc., etc....

Dados expostos, fazendo a tradicional soma, obtemos o valor de R$ 1.430,00 (hum mil, quatrocentos e trinta reais). 

Um valor que, parcelado, resulta em 5 parcelas sem juros de R$ 286,00, valor bem acessível para a grande maioria da população ativamente econômica que, por parcelas mensais equivalentes, costuma adquirir bens como Smartphones, Tablets, Notebooks, TVs  LCD/LED/SMART, bem como outros bens duráveis.

Porém, atualmente, comercializar um kit básico de equipamentos por este valor, em São Paulo, é algo praticamente impossível, uma vez que a idéia do BBB (Bom, Bonito e Barato) já está incrustada na cabeça do brasileiro.

Me desculpe pela sinceridade mas...

BOM BONITO E BARATO NÃO EXISTE!!!


O que existe é um apelo de marketing que faz com que os consumidores pensem assim e consumam cada vez mais produtos e serviços de qualidade duvidosa, para ter que consumí-los novamente em pouco tempo, face a sua baixa qualidade (...e tome reclamação no Celso Russomanno.....). Isso gira o mercado, fazendo com que as indústrias produzam mais, lucrem mais, e o círculo se fecha!

A mesma coisa acontece com o mercado de DJ para eventos: um menino hipotético, com seus 15, 16 anos, sonhando com a fama e dinheiro fáceis (amplamente divulgados de forma errônea pela mídia massificante), dá um jeito de investir comprar um sonzinho e uma iluminaçãozinha qualquer, para oferecer isso a você, cliente, por míseros R$ 100, R$ 200 reais.

E VOCÊ ACREDITA QUE ESTÁ COMPRANDO UM ÓTIMO SERVIÇO, que fez um excelente negócio! Tá. Vamos aos fatos:

Se este menino tiver uma proposta no mesmo dia, de uma festa que pague um pouco melhor, ele vai lhe abandonar, por mais que haja um contrato (hã???) entre vocês.

Se UM EQUIPAMENTO deste menino DER PROBLEMA, diga ADEUS à sua festa, pois, com certeza, em 99% dos casos, ele não terá um equipamento de backup, ou não terá conhecimento técnico suficiente para reparar o defeito "in loco".

Sem contar que, face à falta de conhecimento técnico, é capaz de ligar todo o equipamento em uma única tomada, sobrecarregando a rede elétrica do local, e nos casos mais extremos, até causando INCÊNDIOS!

Vamos usar a razão: é isso que sua festa merece?

Você acha REALMENTE que levou vantagem contratando este tipo de profissional mequetrefe????

Você acha REALMENTE que foi um bom negócio contratar alguém que não lhe traz segurança nenhuma?

Pense nisso ao contratar um profissional para seu evento. Há DIVERSOS no mercado. Mas,
programe-se para conseguir pagar o valor de um BOM profissional, pois, mequetrefe, tem aos montes.

Tenha consideração com seu evento, com seus convidados e, principalmente, com seu BOLSO: da próxima vez, pense bastante antes de pedir o bendito desconto! 

Um grande abraço!

DJ Roger Manosi
FestAgora Produções e Eventos
www.festagora.com.br 

terça-feira, 7 de maio de 2013

Limite de horas em uma festa: vilão de um bom evento?


Recentemente, uma cliente me perguntou por que minha empresa "limita" os eventos a, no máximo, 6 horas para o kit mais completo de equipamentos, 5 e 4 para os kits intermediário e básico, respectivamente. Após responder com argumentos bastante sólidos, e mesmo tendo em mente que ela iria contratar um outro profissional justamente por este "detalhe", resolvi mostrar com os mesmos argumentos, os motivos que me fazem trabalhar dentro desta linha.

Tudo tem hora para começar e acabar!
Nascemos, crescemos, nos desenvolvemos, e num dado ponto, morremos. É uma dedução cruel, porém, ninguém está livre dela. A mesma coisa acontece com uma festa: por melhor que ela esteja, uma hora acaba, seja por cansaço dos convidados (e consequente "debandada" dos mesmos), seja pelo término da comida e da bebida contratados para a ocasião ou mesmo pelo término do período contratado no espaço que abriga o evento.

Aí, me pergunto: por que não pode ser da mesma forma com o DJ? 

Em São Paulo, via de regra, um evento dura de 04 a 06 horas. Exceções são tratadas como tal, mas a média é de 05hs. Nos períodos informados é necessário realizar uma série de cálculos para itens cruciais, como: comida, bebida, música, energia elétrica, pessoal (garçons, maîtres, cozinheiros, auxiliares, recepcionistas, recepcionistas/manobristas de vallet (estacionamento), gerador de energia (quando há) e seu respectivo operador, entre outros profissionais envolvidos.

Caso a festa ultrapasse uma hora, sem prévio aviso, é necessário que, por exemplo, o buffet tenha uma sobra de comida e bebida pra fazer frente a esse excedente no período previsto. Além disso, todos os funcionários envolvidos devem ser reembolsados em mais uma hora. Caso sejam contratados no regime CLT, há os encargos normais, como adicional noturno e hora extra. Mesmo que sejam contratados como freelancers, o empregador deve reembolsar o funcionário para que não haja baixa no quadro de funcionários num próximo evento. Sem contar a energia elétrica do espaço locado, água, entre outros.

Enfim, tudo tem um custo. E o planejamento é essencial para que o custo para um número "x" de horas seja equalizado para que fique acessível à grande maioria dos clientes.

A mesma coisa acontece com o DJ. Dependendo do número de equipamentos contratado, ele é o primeiro a chegar ao local do evento, realiza a montagem e teste dos equipamentos e, dependendo da antecedência com que finalize a montagem e os testes, já fica pelo local para aguardar o evento iniciar. Normalmente, sem comer, e sem beber, pois são POUCOS os serviços de buffet que têm a solidariedade de fornecer ao DJ um simples copo d'água... quem dirá um prato de comida!

Só neste ponto já foram, em média 04hs, desde a saída com os equipamentos, a chegada ao local do evento, a descarga e transporte dos equipamentos, o início e o término da montagem, e os testes. Daí pra frente, são mais 05hs de evento, normalmente apenas com o café da manhã ou um lanche "no estômago".

Agora, imagine que o DJ PRECISA ter concentração para levar a pista sempre cheia, animar os convidados para que todos se divirtam, atender aos mais diversos pedidos de convidados (com e sem noção), enfim, realizar com maestria seu trabalho (e fique certo(a) disso: você, cliente, VAI COBRÁ-LO caso ele não o faça!). Estenda essa obrigação a todos os colaboradores presentes no evento, que DEVEM atender a todos com a mesma boa vontade, simpatia e rapidez, do começo ao fim do evento.

Sendo assim, imagine uma festa que, por um desejo do cliente, tenha dez, doze horas de duração, sem aviso prévio. Os que começarão a reclamar primeiro (e consequentemente, trabalharão de "cara fechada" mais cedo) serão os garçons (não todos, mas, uma grande maioria. acredite! Experiência própria!). Um truque normalmente utilizado é servir bebida quente, para que os convidados comecem a ir embora. O nível do tratamento também decai bastante, pois todos já encontram-se cansados, esgotados e, além disso, a grande maioria depende de transporte coletivo para ir embora.

O DJ, neste ponto, será transformado em uma Jukebox humana e não conseguirá mais render o que conseguiria num período normal, pois além do cansaço físico e mental (detalhe: ainda terá que desmontar TODOS os equipamentos), ainda precisa dar atenção aos convidados, digamos, com maior teor alcoólico, pedindo para executar músicas que o DJ sequer conhece (e olha que DJ normalmente conhece MUITO de música), ou a mesma música por 20 vezes seguidas.

O resultado é que a festa fica maçante, chata, repetitiva, estressante, enfim, tudo que ninguém quer numa festa.

Face a isso, e a já ter passado por experiências semelhantes face a inexperiência que o começo de carreira nos imputa, determinei, em contrato, que os eventos deveriam ter hora para começar e hora para acabar, justamente para que todos possam aproveitar de forma sadia todos os bons momentos da pista de dança, enquanto todos os profissionais envolvidos estão com garra e afinco para desempenhar plenamente suas funções. Tudo que o seu evento realmente merece e precisa!

Achei importante criar este tópico, também, para mostrar de forma clara os motivos das festas terem começo, meio e fim e que, ainda que este fim seja estendido de seu período original, os profissionais envolvidos devem ser recompensados pelos esforços que estão fazendo para que seu evento seja exatamente o que ele deve ser: UM SUCESSO!

O espaço dos comentários fica à sua disposição para discorrer sobre o tópico, sempre dentro de uma linha educada e cordial. Tópicos considerados ofensivos serão deletados.

Grato pela sua atenção!

DJ Roger Manosi
FestAgora Produções e Eventos
www.festagora.com.br



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Um dia na vida de um DJ de evento social.

Hoje quero falar com você sobre essa moda que assola cada vez mais o mercado e deixa você de “cabelo em pé”, ao necessitar contratar um profissional para sua festa: o “DJ”.
Você já deve ter notado que, nos últimos anos, a exposição da figura do DJ na mídia está muito maior e, a forma como a mídia ´vende´ essa imagem é bem distorcida da real.
Vamos aos fatos: hoje, um DJ de eventos sociais (casamentos, aniversários, etc.), que se comprometa realmente com seu trabalho e, principalmente, com seu cliente, dedica em média 12 a 14hs à prestação de serviços, na data agendada com o cliente.
Explico: para um evento que inicie às 20hs, por exemplo, o profissional inicia o carregamento do veículo por volta das 13hs, sai de sua localidade às 14hs, focando não ter problemas com trânsito e, quando isso não ocorre, demora por volta de 0h30 a 1h para chegar ao local do evento.
A partir daí, gasta-se de 1h a 2h para descarregar, transportar, montar e testar todos os equipamentos. Já estamos falando de, pelo menos, 16h30 a 17hs, para um evento que começa às 20hs. Neste período de “folga” até o início do evento, é feita a última conferência das músicas solicitadas para o evento, bem como, no caso de casamentos, a ordem dos pontos formais da festa (entrada dos noivos, corte e brinde simbólico, valsa, etc..), além de, no caso de haver algum item adicional (uma surpresa de algum convidado, por exemplo), programar para que saia tudo conforme esperado.
Bem, 20hs, a festa tem início, encerrando-se às 2h da manhã (até aí, já temos 12hs desde a saída para o início da montagem do evento): hora de desmontar tudo, guardar e ir embora, o que consumirá algo em torno de 1h a 2hs, considerando um pequeno número de equipamentos. No total, 14h dedicadas ao evento deste cliente hipotético.
O que quero mostrar com tudo isso é que, se não houver uma grande dedicação do profissional com todos os detalhes envolvidos – que não são poucos – o grande responsável pela alegria da festa pode simplesmente acabar com ela em poucos instantes. Isso, claro, pra não citar aquela bagunça de fios soltos, expostos, pendurados, que acaba com a estética da festa.
O que mais vejo no mercado atualmente é gente nova, com muita vontade de trabalhar na área, mas, sem feeling nem experiência nenhuma, chegando, em alguns casos, a não só realizar 3, 4 eventos na mesma data, como até mesmo apelando para redes sociais para pedir aos DJs experientes, listas prontas com as músicas que mais são tocadas nestes tipos de eventos, o que denota total falta de conhecimento musical e falta de boa-vontade em pesquisar o que foi sucesso nas décadas passadas, resultando em uma grande falta de profissionalismo.
E, claro, quando falamos em falta de profissionalismo, não podemos deixar de citar os grandes responsáveis por falhas nas festas: os equipamentos e a falta de manutenção!
Vamos fazer uma comparação: atualmente, uma lâmpada de projetor, daqueles para passar retrospectivas, clipes musicais, etc., tem um investimento fixado em algo próximo aos R$ 500,00. Imagine o cenário: será que um DJ que cobre R$ 250,00 para fazer uma festa com som, iluminação e telão, tudo incluso neste valor, terá fundos para carregar consigo uma lâmpada sobressalente para o projetor, que custa o dobro do que ele cobra para fazer o evento?
E se a lâmpada resolver queimar exatamente no seu evento? Claro, temos diversos meios legais de ressarcimento, mas, e todo o seu planejamento para aquele dia? E o stress que você vai passar ao ver que o seu DVD não vai ser apresentado aos seus convidados porque a lâmpada do projetor simplesmente queimou e o “profissional” não dispõe de uma sobressalente? Fora o valor investido na confecção do DVD.
Outro ponto interessante que vale elucidar é a aparência dos equipamentos: quando você vê um carro todo batido na rua, qual a impressão que lhe passa? Desleixo? Falta de cuidado? Provavelmente!
Imagine essa mesma sensação ao ver equipamentos de um “profissional” que cobra uma merreca para fazer seu evento: todos descascados, riscados, bordas danificadas/laceradas, partes enferrujadas, etc... destoando totalmente da decoração que você buscou com tanto carinho e atenção! Desagradável, não acha?
Por isso que sempre recomendo solicitar fotos dos equipamentos que estão sendo oferecidos no orçamento que é passado a você e que sejam fotos da própria empresa, não aquelas “genéricas” que vemos em diversos sites na internet, pois, atualmente, sabemos que é muito fácil dizer que tem equipamentos novos, com tantas fotos disponíveis em tantos sites.
Procure sempre por um profissional! Veja se ele tem boas referências no mercado. Se tem site, se a forma como ele se comunica está dentro dos padrões aceitáveis da nossa língua nativa, pois muitas vezes, esses itens acabam denunciando um mau profissional!
Cabe ressaltar também que um DJ muito novo, via de regra, vai ter uma tendência a ter somente um repertório mais atual, da época dele. Se algum convidado quiser ouvir/dançar algum ritmo ou estilo mais antigo, pode ficar a ver navios!
Outro ponto a ressaltar é que, via de regra, os DJs com menos idade têm uma visão muito pequena da palavra responsabilidade. E, aí, temos diversos cenários, como o DJ que leva mais 10 amigos para a festa com a desculpa de serem ajudantes(mas, no entanto, vão comer, beber, e em alguns casos, até produzir algumas cenas nada interessantes de se descrever), o DJ que diz que trabalha melhor se estiver “levemente” alcoolizado (o que não é mérito apenas de DJs mais jovens), fora aqueles que, face a natural imaturidade da fase, soltam algumas pérolas nada agradáveis numa festa familiar, como um casamento, por exemplo.
Atualmente, há diversos cursos de DJ, de 1 semana a 3 meses, que ensinam o básico, e lançam o aluno no mercado sem qualquer preparo relacionado ao profissionalismo e a ética. O novo DJ investe uma quantia irrisória em equipamentos, e sai por aí oferecendo seus serviços como se animar uma festa fosse algo simples de se fazer, o que já vimos acima, não é. Prova disso são as constantes postagens em Redes Sociais, deste tipo de "Profissional", querendo "dicas" de festas prontas, para não se perder quando tiver que mudar o ritmo. Em suma, sem saber o que tocar, quando tocar, e para quem tocar, por puro despreparo, acabam apelando para o desespero, como podemos ver na figura a seguir:

Portanto, pesquise, desconfie de preços muito baixos, solicite orçamento por escrito com fotos, agende uma visita com o DJ no local do evento para que ele se certifique que aquele conjunto de equipamentos é adequado para o local (e não se aborreça caso o profissional indicar um pouco mais de som e luz – nada abusivo, claro! – para o local, pois locais maiores inspiram mais som e luz), veja se ele fornece contrato de prestação de serviços, veja como ele se porta durante a condução da negociação, seu jeito de falar e agir... também procure saber se a pessoa que está tratando com você é a mesma pessoa que fará seu evento, para evitar falhas de comunicação (“ah, eu pedi uma música para a entrada e o DJ tocou outra!”).
Ufa! São diversos itens a se observar, mas, no final, tudo dá certo!
Espero que este texto tenha lhe auxiliado no que tange a contratação deste tipo de profissional ficar um pouco menos obscura e lhe render menos dores de cabeça!
Seja feliz!
DJ Roger Manosi
FestAgora Produções e Eventos
www.festagora.com.br

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Segurança ao contratar

Contratar um profissional para seu evento é uma tarefa que implica tempo, paciência e também alguns conhecimentos jurídicos.

Não adianta contratar o profissional que oferece o melhor preço, se você não tem a garantia de que ele realmente comparecerá no dia, ou se comparecer, que os equipamentos contratados funcionarão 100%.

Vamos fazer uma pequena análise: uma caixa de som, quando queima, normalmente tem um custo de reparo na casa dos R$ 200,00, num exemplo mais simples, incluindo peça, mão de obra e transporte ida-e-volta à oficina do técnico.

Já a substituição de uma lâmpada de projetor, ou de iluminação "Moving Head", pode chegar à casa dos R$ 600,00 (só a peça).

Em suma: como é que uma pessoa que pretende oferecer um serviço por um preço tão irrisório conseguirá lhe oferecer a tranquilidade de que tudo correrá bem em sua festa?

É aí que entra a questão do contrato: tendo um, a negociação fica mais tranquila, pois, você terá a certeza jurídica daquele acordo que foi firmado com o profissional: os equipamentos deverão funcionar corretamente, o profissional comparecerá ao evento com antecedência para montagem dos equipamentos, os estilos musicais que você determinar como 'não tocar', não serão executados, entre outros.

Assim, procure sempre por um profissional que forneça um contrato de prestação de serviços. Leia atentamente e, se discordar de alguma cláusula, agende uma reunião com o profissional e exponha seu descontentamento. Conversando, o acordo vem fácil!

No mais, seja feliz!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Festa de Casamento, quais músicas escolher?

Via de regra, é uma das perguntas que as noivas mais fazem quando contratam um DJ para seu casamento.

Considerando que o universo musical é extremamente amplo, devemos nos lembrar que numa festa de casamento, via de regra, teremos públicos diversos, com várias faixas de idade, várias expectativas, várias culturas musicais, indo desde o vovô e a vovó, que curtiram os grandes sucessos dos anos 50, 60 e 70, até o primo e a prima, que amam os sucessos de rádio e de festas rave.

Parece uma decisão difícil, mas não é: basta solicitar ao profissional que realize uma mescla, passando pelos principais estilos. O feeling do profissional é que fará a diferença, ao perceber que, mudando o estilo, ou tocando uma música-chave num determinado momento da festa, pode mudar totalmente a forma como os convidados se comportam na pista de dança.
Outro item muito solicitado é com relação às músicas que devem ser executadas nos momentos "formais" da festa: entrada dos noivos no salão, corte e brinde simbólicos, valsa ou dança dos noivos.

Costumo orientar meus clientes que sempre utilizem músicas que marcaram algum momento da história do casal.

Geralmente sou solicitado a executar músicas românticas, mas também há casais que pedem heavy metal, lounge, samba, enfim, são gostos bem diversos.
Muitos noivos também gostam de homenagear familiares e amigos e, se é de vontade de ambos, também é possível atender a essa solicitação.

O que não pode é tomar uma decisão sob pressão, ou porque "fulano" ou "cicrano" pediu. Os noivos devem ter em mente que o dia do casamento é o dia deles e, portanto, todas as atrações que a festa oferecer aos seus convidados devem ser feitas com total aprovação do casal.

No mais, é ir para a pista de dança e aproveitar cada minuto da festa, que é a parte "relax" de todo o processo de organização do casamento que, em alguns casos, é feito com 2 ou até 3 anos de antecedência, assunto que irei abordar em uma próxima oportunidade.

Até lá!

DJ Roger Manosi
FestAgora Produções e Eventos
www.festagora.com.br

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dicas para contratação de profissionais

Quando me casei, em 2004, fiquei de queixo caído com tantas variações de preços entre serviços de mesmo porte, ou mesmo mudanças repentinas na adição de pequenos itens na mesma prestação de serviços. De qualquer forma, consegui transpor essa fase, mas adquiri uma imensa bagagem, que venho compartilhar com você.

Ao contratar qualquer serviço para seu evento, verifique, primeiro, o que exatamente deseja contratar, para já inserir um filtro nos orçamentos que busca receber, não desperdiçando seu tempo.

Após determinar o que deseja contratar, busque empresas que disponibilizam exatamente aquilo, ou algo próximo. Procure analisar os orçamentos com atenção e calma, veja todos os pontos apresentados pela empresa ou pelo profissional em questão. Caso não entenda algo, face a ser apresentado com algum termo técnico, não tenha vergonha em questionar: é o SEU evento que está em jogo e, quanto mais clara for a informação do que você está contratando, melhor!

Não se impressione com preços muito acessíveis! Tudo tem um custo, portanto, se há uma discrepância nos preços apresentados, algo está errado, seja o não fornecimento de um item, seja o acréscimo de algum outro item que não será tão importante assim para seu evento.

No mercado de casamento, área em que sou especializado, clientes comumente me chamam a atenção para este tipo de ocorrência: "será que vou precisar realmente disso?". Novamente, afirmo: veja o que é realmente necessário. Se o supérfluo impactar muito no preço, recuse!

Ao contratar, veja se o profissional ou a empresa dispõe de contrato de prestação de serviços, item fundamental atualmente, com tantos casos de fraudes ou pessoas que agem de má-fé, principalmente numa fase tão delicada que é a contratação de serviços para casamento.

Outro ponto importante é realizar a contratação com antecedência: não deixe tudo para a última hora, pois sempre há aquele ´espertinho´ que cobra mais por estar sendo contratado no último instante. Todos os meus serviços têm o mesmo preço, seja com 2 anos ou 2 meses de antecedência ao evento. Mas, sabe como é....

Por fim, tenha em mente que, nem sempre o mais barato significa o pior e nem sempre o mais caro significa o melhor!!!

Sucesso!

DJ Roger Manosi
FestAgora Produções e Eventos
www.festagora.com.br